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domingo, 22 de novembro de 2009

PRECIOSA RARIDADE

(TEMA ABORDADO: HONESTIDADE)
Aqui estou eu, humilhada e repreendida por mais uma era. Alguns acham que sou uma virtude, mas na verdade sou uma obrigação. É bem verdade que não tenho aparecido muito no contexto social, porque os agentes que lideram este povo, na sua maioria, não querem saber de mim. Nos seus leitos familiares, em muitos casos, fui objeto de ensinamento para todos que hoje por este país transita, no entanto, de forma vil, sou constantemente menosprezada.
Feito um andarilho, excluída, ando pelas estradas desta vida sem rumo algum, pois avistam em mim uma personalidade fútil, desnecessária, imprestável... Em outrora eu tinha um valor inestimável, entretanto, agora, estou sendo considerada uma raridade entre poucos. Em muitos países, por suas vezes, em face das suas culturas, ainda sou fundamental, haja vista que se eu não aparecer em cena muitos pagam com a própria vida. Aqui no Brasil, todavia, a coisa é bem diferente. Nesta terra onde “se pode tudo” eu prevejo a minha derrota. Na maior parte das vezes, das classes A a C, a conceituação que circunda a minha presença é fatalmente ignorada, ao passo que o que tem valido é se sair bem a qualquer custo. Em determinadas ocasiões, portanto, dá-se a impressão de que estou morrendo aos poucos... espezinhada, ferida, machucada...
Na esfera governamental já sou considerada uma preciosidade, de modo que, modéstia à parte, quando acompanho alguns políticos, eu os faço se destacar. Em companhia daqueles que fazem questão de mim colaboro para que a sua carreira seja um exemplo a ser seguido a fim de que esta Nação progrida sempre para a melhor.
Nas escolas, nas negociações, na seara particular e pública de forma geral, embora poucos ainda tentem me preservar em nome dos bons princípios, sinto que não estou atingindo os meus reais objetivos. Os valores que em mim são embutidos estão a cada dia se esvaindo como água num ralo e por esta razão acredito que, posteriormente à minha morte, será absolutamente inviável sobreviver sobre este planeta.
De maneira integralmente aborrecida, enfim, solicito a todos que me resgatem e me utilizem em seus gestos, por mais mínimos que venham a ser. Lembrem-se que não sou facultativa e sim impositiva. Estando comigo vocês terão sucesso. De outro modo, as suas vidas até poderão prosseguir por um caminho distante, porém, rumo a destinos sem volta, maculados, cruéis e amaldiçoados que lhes sufocarão e lhes mostrarão a desumanidade nua e crua. Quem sou eu? Eu sou a HONESTIDADE.
Pensem nisto antes que seja tarde demais!
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"Para o homem honesto uma boa reputação é a melhor herança." Publílio Siro

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

HOMENAGEM - 15

MARCELO FERNANDO DOMINGUES REZENDE (MARCELO "CAMANDUCAIA")


FILHO DESTE CHÃO
Elogiá-lo já não é mais novidade. Um agrado a mais, então, seria imperceptível defronte ao “Everest” de enunciações que de forma constante expira admiração pelo grande ícone social que hoje aqui descreveremos. Este, portanto, mesmo depois de ter atingido o ápice do sucesso no âmbito profissional, jamais esquecera aqueles que na seara pessoal o auxiliaram na conquista do cume do qual ele atualmente está instalado. Nascido em 08 de junho de 1975 numa cidadezinha pacata no interior de Minas Gerais denominada por Camanducaia, se desenvolveu um jovem apaixonado pelo esporte que, diga-se de passagem, é o predileto dos brasileiros: o futebol. Tentando a sorte mundo afora em face dos seus sonhos, em busca da concretização de cada um deles, foi se superando a cada obstáculo. Em virtude de tantas batalhas e tanto quanto vitórias, ao longo da sua vida, este indivíduo só vem sendo elogiado, ao passo que, de fato, só tem feito por merecer. Contudo, mesmo sob as dificuldades que o mundo naturalmente impõe a qualquer um de nós, com este jovem não foi diferente. Sem medir esforços diante dos seus empecilhos e com ânimo arrojado, triunfalmente, logrou êxito em suas expectativas, o que o transformara num exemplo de superação e alegria para todos nós.
MARCELO FERNANDO DOMINGUES REZENDE, mais conhecido como “CAMANDUCAIA”. Caboclo distinto e simpático incapaz de “cuspir no prato que comeu”. Lá no auge da sua fama nunca se acovardou por qualquer coisa que fosse e sempre respeitou a sua naturalidade com muita magnificência declamando aos quatro ventos que adveio de CAMANDUCAIA.
Na verdade MARCELO “CAMANDUCAIA”, com o mesmo vigor, começou a escrever nos gramados deste planeta a sua HISTÓRIA e até hoje a redige no coração dos verdadeiros filhos deste chão que pelos seus méritos o ovacionam.
Fora dos gramados, enfim, MARCELO “CAMANDUCAIA” não se cansou de nos presentear e, como um grande empresário que se tornou, montou um dos campos de futebol “SOCIETY” mais sofisticados da região, incentivando e colaborando para que os nossos jovens não se desviem para caminhos obscuros e, sim, trilhem rumo ao favoritismo segundo ele o fez.
Num paralelo com a Bíblia, todavia, MARCELO “CAMANDUCAIA", ao contrário do apóstolo Judas Iscariotes, não traiu aqueles que o sustentaram, por isso está onde está sem ser acometido por sanções e revelias. Quanto aos “Judas Iscariotes” do Brasil afora, por suas vezes, lavemos as nossas mãos como o Pôncio Pilatos fez, uma vez que quem nega o seu povo nega a sua própria identidade.
Querido MARCELO “CAMANDUCAIA”. Parabéns pela sua fidelidade para conosco!
Um forte abraço!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

CREDIBILIDADE A TODA PROVA


(TEMA ABORDADO: O NASCIMENTO DE UM NOVO JORNAL AMIGO DO POVO)
Pouco se cogita do compromisso profissional e da ética nos meios de comunicação hoje em dia. No âmbito televisivo a corrida pela audiência não tem mais respeitado os limites impostos pela decência, de modo que não hesitam em reproduzir quadros de outros programas, plagiam projetos da concorrência, etc, a fim de parecerem exclusivos para que a preferência nacional se reverta em ibope às suas respectivas emissoras.
Já na seara da comunicação escrita, na sua maioria, também não se vê muito bom senso nos noticiários, embora a disputa pela afeição popular não seja tão acirrada pelo fato do povo brasileiro não ter o mínimo hábito da leitura. Isto, consequentemente, nos remete a índices absurdos de depreciação nos quais os nossos estudantes, inclusive universitários, são objetos de chacotas diante de outros países por carregarem consigo dificuldades gramaticais primárias. Enfim. A comunicação tem várias vertentes composta por rumos auditivos (rádios) e visuais (televisão, jornais, etc), no entanto, os nossos olhos não têm tido oportunidades de ler assuntos consistentes, sérios, sólidos e imparciais em razão de estarem mais preocupados em “vender os seus peixes” a informar, propriamente dito. Contudo, como para toda regra há uma exceção, felizmente, no âmbito jornalístico regional, surge um novo meio de informações sérias compromissado com a verdade e isento de qualquer vínculo com um ou com outro. Estou me referindo, portanto, ao GAZETA SUL MINEIRA. Desponta-se, então, entremeio a tantas barbaridades que lemos diante do que nos é apresentado por toda a mídia brasileira em geral, um Jornal empenhado em informar os seus leitores de maneira objetiva, límpida, investigativa e, acima de tudo, relatando os fatos como eles realmente são. Logo, nasce para o sul mineiro um “porta-voz” do povo no intuito de mostrar às todas vistas o que se passa em cada cidade por onde este Jornal estará circulando.
Com a sagacidade de um atleta bem treinado e com a saúde de um recém-nascido sadio - percorrendo por três cidades e um distrito - o GAZETA SUL MINEIRA vai desbravar o mundo das notícias na missão de levar até você, querido(a) leitor(a), os assuntos da sua região na sua casa sem lhe dar trabalho e gratuitamente. Sobretudo, em relação aos assuntos públicos, dar-lhe-á a oportunidade de fiscalizar o seu dinheiro que, irreversivelmente, nunca deixará de ser transformado em impostos.
Sendo assim, em outras palavras, podemos dizer que Itapeva, Camanducaia, Monte Verde e Extrema estão em festa, cujos presenteados são os seus próprios habitantes por estarem recebendo entre as suas entranhas um Jornal com tamanha credibilidade.
Parabéns para toda a direção do jornal GAZETA SUL MINEIRA. É com muita honra que participo do rol dos seus colaboradores, pois sei que estando com vocês só terei oportunidades para crescer a cada dia mais.
Um forte abraço!

sábado, 24 de outubro de 2009

HOMENAGEM PÓSTUMA - 14

NIVALDO DOS SANTOS HONÓRIO



ABASTECIDOS DE SAUDADES

Já se tornou regra. Talvez por um hábito cultural brasileiro ou talvez por não terem o que falar, quando o óbito vem a acometer determinadas pessoas, à beira dos seus caixões, os comentários são os mesmos na maioria dos conglomerados das vigílias no atravessar das madrugadas. Murmuram reciprocamente - sem uma mínima e prévia pesquisa sobre a vida do (a) indivíduo (a) - que este (a), quando vivo (a), seria muito “bonzinho (a)”, etc, dando origem à famigerada crítica que atribuem aos mortos todas as benevolências do planeta simplesmente em virtude de terem falecido. Esta teoria, portanto, com um pano de fundo sustentado num enrijecido pilar de hipocrisia, faz com que eventuais falhas cometidas pelos “ausentes” caiam por terra e que quem não os tivera conhecido enquanto viviam creiam que às suas frentes se despedem grandes mártires sociais. Entretanto, como mencionei no início, esses breves comentários se tornaram “regra geral” em momentos fúnebres, porém, felizmente, para toda regra há uma exceção. No caso de hoje, por exemplo, estaremos ovacionando um grande caráter que, desde o seu nascimento, só causou alegrias por onde passara. O fato da sua morte, então, não nos instigará a elogiá-lo só porque veio a falecer conforme elenca a tal teoria infrutífera, mas assim o faremos em razão de que, mesmo após a sua partida, ainda que por muitos anos posteriores a essa triste data, recordaremos dos seus ensinamentos por meio dos seus gestos de carinho com o próximo e usufruiremos da sua intrínseca bondade que um dia, por ele mesmo, a nós foi transmitida. Falaremos, sobretudo, de um homem que assim como fazia no seu trabalho abastecendo automóveis em postos de gasolina, com o seu “adeus”, abasteceu o nosso interior com um enorme sentimento de saudade.
Nivaldo dos Santos Honório, mais conhecido como “Cuzido”. Um cidadão de bem que - enquanto estava entre nós, hoje e eternamente – sempre será mencionado por aqueles que o conhecera de maneira doce e nostálgica, uma vez que só produziu benfeitorias na sua sobrevivência, inclusive por ter deixado um legado de pessoas tanto quanto incríveis como a sua esposa “Verinha” e os seus filhos Luciano e Eveline. “Cuzido”, enfim, partira para um destino cuja trilha ainda desconhecemos, contudo, dediquemo-nos a praticar as boas lições que ele nos deixou a fim de que um dia possamos reencontrá-lo.
Aos olhos do Criador, inquestionavelmente, o infinito “posto” denominado por CÉU acabara de efetuar um “contrato vitalício” com um exímio funcionário absolutamente competente, funcionário este que há poucos dias saiu dentre nós para compor o mais cobiçado quadro de servidores: o quadro de servidores de Deus.
De outro modo, por fim, certamente não teríamos palavras para descrever o que o nosso coração agora aperta, todavia, a única certeza que temos é que com grande tristeza despedimos do nosso amigo “Cuzido” na esperança de que os anjos o acolham em face das suas vastas semelhanças.
Querido “Cuzido”. Descanse em paz!
*13/06/1959
+16/10/2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

CAFÉ NO BULE!

(TEMA ABORDADO: CARLOS ROBERTO MASSA - "RATINHO")

De família humilde e tanto quanto muito honesta, nascido em Águas de Lindóia (SP) em 15 de fevereiro de 1956, eis que, após alguns anos, surge no cenário artístico brasileiro CARLOS ROBERTO MASSA, mais conhecido como RATINHO. Para alguns uma pessoa detestável, para outros uma pessoa adorável. Ao longo da sua carreira pública criou-se sobre ele a teoria de que quem não o ama o odeia sem direito a meio termo. As suas ações, ora na política na qual atuou por muito tempo, ora na televisão como apresentador, não agradavam e até hoje não agradam a todos, principalmente aqueles que compõem a classe A da hierarquia social nacional. No entanto, basta apenas possuir o dom da visão para se constatar que tais exigências, embora praticadas de forma aparentemente “selvagens” por meio de palavras rudes, são integralmente em prol da população mais carente, o que nos leva à certeza de que esse, sim, é um defensor assíduo do extenso grupo de indivíduos miseráveis que ele mesmo, inclusive, fez parte um dia.
Certa feita, ingressando na política como vereador em Jandaia do Sul (PR) - mais especificamente na década de 70 - até ao cargo de deputado estadual ainda pelo Estado do Paraná, RATINHO nunca se esqueceu da massa populacional que até então era a responsável direta por ele estar ocupando tal posição no contexto político da época, entretanto, mesmo insatisfeito com o que presenciava em face do sistema que gerenciava os negócios públicos, nunca se esqueceu da sua origem e, com unhas e dentes, sempre defendeu o interesse daqueles não têm força para reivindicar os seus direitos defronte aos detentores dos poderes superiores denominados por GOVERNOS. RATINHO, portanto, no decorrer da sua vivência, passou a ser um porta-voz dos necessitados e a força que o povo encontra para requisitar aquilo que os seus próprios impostos deveriam, em tese, proporcioná-lo. Sobretudo, RATINHO tornou-se uma “pedra no sapato” dos políticos desonestos que, embasados na demagogia, ludibriam os seus eleitores.
Já no âmbito artístico televisivo, efetivamente, deixando para trás a vida política, RATINHO continuou sólido na sua caminhada a favor dos humildes. Após passar por algumas emissoras, finalmente, incorporou-se ao SBT – “casa” onde ele se encontra até hoje. Em detrimento à corrupção, este possuía um cassetete que era vorazmente batido contra uma mesa como forma de exigir punição aos bandidos, desde os estupradores aos fora da lei de “colarinhos brancos”. Isto é, embasado na coragem extraordinária e na sede da verdadeira justiça contra os maus caracteres, justiça essa que, diga-se de passagem, não condiz muito com o que os membros dos “Direitos Humanos” defendem, CARLOS ROBERTO MASSA, um cidadão comum que em outrora vivia no anonimato, venceu as dificuldades da sua vida sanando as dos outros à medida das suas condições, o que o alçou ao sucesso absoluto transformando-o num admirável e solidário “pai dos pobres”.
Como apresentador de televisão, contudo, é hilário e faz acontecer, ao passo que a audiência, com ele, não para de crescer. Um ser humano desse porte é virtude excepcional, pois ele “mete o muque”, critica muito e quebra o pau. O RATINHO, sem sombra de dúvidas, é engraçado, ordena e faz com que malandro pule, por isso ninguém pode negar que esse camarada tem é muito “café no bule”!
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VEJA O QUE É TER "CAFÉ NO BULE" DE VERDADE!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

TÁ VIAJANDO...

(TEMA ABORDADO: DITADURA MILITAR)

Por meio de filmes, documentários e outras vias, inclusive por estudos que usufruímos na escola em relação à história do Brasil, ficamos sabendo que o nosso país passou por um período negro ao longo da sua trajetória, de modo que tudo o que ocorria depunha contra o atual sistema em que vivemos, a Democracia. Imperdoavelmente e de maneira repressora o povo brasileiro viveu a famosa época da Ditadura Militar. Nesse tempo a liberdade de expressão, manifestações populares, direitos populacionais nos seus mais variados âmbitos, etc, eram demasiadamente controlados e até proibidos pelo então Governo vigente. Certamente houve muitos episódios tristes, os quais nos envergonham até hoje pelas atrocidades que cometeram naquela ocasião. Entretanto, havemos de convir que nem todos foram tão prejudicados assim, a começar pela sociedade brasileira honesta.Na Ditadura todos sofriam, é claro, mas a criminalidade não tinha tanta ousadia e muito menos cantava de galo como nestes dias atuais ditos “democráticos”. A Democracia, sem dúvidas, é o melhor dos regimes a serem adotados num país, porém tem como premissa principal o erro de possibilitar muitas “segundas chances” a todos, mesmo quando um componente desse “todos” já é o carimbado marginal sem solução. Enfim, aí que está o “xis” da questão, meus caros! Os ditadores foram ruins, sim, mas para os bandidos eles foram muito piores, portanto, aí que estava a parte boa.No tempo em que os generais presidiam o Brasil, ou seja, na data em questão, as notícias vinham pelos rádios e nunca eram as mais agradáveis de se ouvir para algumas classes sociais adeptas à ilicitude. Nas aleatórias aparições de roubos ou assassinatos, por exemplo, os militares já autorizados pelos seus superiores tinham a autonomia de atirar para matar, assim como os bandidos não hesitam em fazer contra o cidadão de bem hoje em dia. Os nocivos à comunidade que por ora estavam presos em decorrência dos seus delitos “sumiam” sem deixar pistas. Os carcereiros e comandantes responsáveis por eles os levavam para fazer uma “viagenzinha”, daquela que jamais se via o fim. A família do marginal, então, ficava esperando o regresso às celas, só que se continuaram esperando devem estar por lá até hoje. Se perguntassem: “Cadê fulano?” A resposta era imediata: “Tá viajando...”.Por outro lado a paz tem que ser instaurada de qualquer maneira, só que para isso acontecer aqueles que a impedem de triunfar têm que ser eliminados. Aos amigos temos que impor a lei e aos inimigos temos que impor os rigores da lei. Aos marginais, corruptos, infanticidas, estelionatários, traidores, etc, caberia a eles uma "viagem" para que, com prazer, também pudéssemos dizer: “Cadê fulano?” _ “Tá viajando...”.
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ASSISTA AO VÍDEO E VEJA SE DÁ OU NÃO VONTADE DE DAR "PASSAGENS" PARA QUE CERTOS MARGINAIS "VIAJEM" À VONTADE!

sábado, 20 de junho de 2009

UM MAL DOS SÉCULOS

(TEMA ABORDADO: DESESPERO)
De uma dor de barriga violenta à verificação das notas da faculdade pela internet. Da primeira cólica menstrual nas mulheres à sensação que os homens sentem ao presenciarem o nascimento do primeiro filho. Do primeiro segundo de vida dos menos favorecidos à primeira quebradura de unha das madames presunçosas. Ademais, dentre esses requisitos e muito outros, é claro, sempre está presente o sentimento obscuro que desde os primórdios da raça humana nunca se omitiu, ora nas piores, ora nas melhores ocasiões das nossas vidas: o desespero.
No decorrer das experiências adquiridas pela vida afora vamos observando que o desespero em si é bastante relativo, pois a ele é imputado uma configuração diferente por cada indivíduo de forma muito peculiar, de modo que o que é desesperador para um, para o outro não passa de uma corriqueirice qualquer. O desespero é, portanto, uma percepção que vai se despontando de maneira sutil entremeio aos nossos egos e que se não nos dermos conta este pode nos levar à morte de forma exacerbadamente covarde e ardil.
Com um pano de fundo amparado pela Literatura, não é difícil nos depararmos com personagens marcantes da nossa História que se encontraram em situações altamente aterradoras, o que nos leva a ter a certeza de que o desespero esteve compondo aquele respectivo cenário. Por outro lado, nos tempos atuais, vivemos cercados pelo desespero em face da insegurança pela qual somos devastados a cada instante, além do tremendo tormento ao que somos submetidos no ato em que recebemos as nossas contas para serem pagas a cada mês. No âmbito familiar nos defrontamos diretamente com o desespero, porque sempre há um parente que nos remete ao ápice do nível da irritação. Quem tem filhos está habitualmente desesperado, porque basta um descuido por segundos para que o filho (a) esteja correndo riscos de vida ao sair correndo para a rua, ao aproximar-se do fogão com chamas acesas, entre outras coisas mais. Aos que fazem as suas apostas semanais, nos sorteios dos seus jogos, o desespero tem o seu maior vigor, ainda mais quando é a MEGA SENA acumulada em milhões e o apostador acerta “apenas” a quina. Na escola, conforme foi feita uma breve menção logo no início, a ansiedade “come solta” na medida em que os resultados das provas vão se afunilando e que, à mesma proporção, os professores vão se tornando mais rígidos em virtude da complexidade dos seus conteúdos. Nos momentos de enfermidade, aí sim, o desespero reina, sobretudo, quando se trata de doenças graves ou afins. Por fim, essa agitação que as nossas mentes invade e se apodera é algo intrínseco que cabe a nós controlá-la, senão toda essa força interna pode se virar contra a gente mesmo.Em via de regra, contudo, essa agonia que a todos assola é milenar e já advém da natureza do homem. Alguns a conciliam com o choro, outros com a cólera. Há quem a relacione com a paixão, outros, ainda, com a razão. Porém, desesperado ou não, vou ficando por aqui, pois já estou ficando com aflição. Um abração!